quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A Mão do Diabo



A Mão do Diabo
Autor: José Rodrigues dos Santos

Sinopse:

A VERDADE OCULTA SOBRE A CRISE.
A crise atingiu Tomás Noronha. Devido às medidas de austeridade, o historiador é despedido da faculdade e tem de se candidatar ao subsídio de desemprego. À porta do centro de emprego, Tomás é interpelado por um velho amigo de liceu perseguido por desconhecidos. O fugitivo escondeu um DVD escaldante que compromete os responsáveis pela crise, mas para o encontrar Tomás terá de decifrar um criptograma enigmático.
O Tribunal Penal Internacional instaurou um processo aos autores da crise por crimes contra a humanidade. Para que este processo seja bem-sucedido, e apesar da perseguição implacável montada por um bando de assassinos, é imperativo que Tomás decifre o criptograma e localize o DVD com o mais perigoso segredo do mundo.
Numa aventura vertiginosa que nos transporta ao coração mais tenebroso da alta política e finança, José Rodrigues dos Santos volta a impor-se como o grande mestre do mistério. Além de ser um romance de cortar o fôlego, A Mão do Diabo divulga informação verdadeira e revela-se um precioso guia para entender a crise, conhecer os seus autores e compreender o que nos reserva o futuro.


Imprensa:

O jornalista e escritor José Rodrigues dos Santos apresentou o seu mais recente livro 'A Mão do Diabo', na Sociedade de Geografia de Lisboa.
A trama segue Tomás de Noronha na sua busca incessante por descobrir os responsáveis pela crise ocidental. Embora se trate uma trama ficcional, José Rodrigues dos Santos não se esquece de frisar que usa "a ficção para contar a verdade". "Os mistérios com que o Noronha lida são mistérios verdadeiros", afirma o autor.
Neste livro em particular o escritor confunde-se com o jornalista, o jornalista que quer explicar à população os motivos da crise. José Rodrigues dos Santos afirma que as pessoas estão confusas e, por isso, é que decidiu escrever esta obra.
Numa tentativa de explicar que a crise não existe só fruto da desregulação dos mercados mas sim da estruturação das democracias, o autor deu à plateia um exemplo prático. "Imaginemos que um camião passa numa rua e a rua treme. A rua tem 150 casas e só caem 10 ou 15. A culpa do colapso é do camião ou das más estruturas das casas? A verdade é que não caíram todas", diz o autor, acrescentando que "a casa da China não caiu, mas caiu a da Grécia e a de Portugal", por exemplo. Assim sendo, a culpa reside essencialmente na estruturação, pois todas as casas que caíram tinham problemas, problemas diferentes, mas problemas. A metáfora serviu para explicar como as democracias com más estruturas internas foram as primeiras a ser afetadas pela crise.
Como a ficção do livro se confunde com a realidade, o autor descortinou alguns dos motivos que, em conjunto, conduziram o Ocidente à situação atual, como: "a crise estrutural de cada país", "a crise da arquitetura do euro, que provocou parte da crise", "a crise da dívida" e, a mais grave, "a crise do ocidente". Isto porque acontecimentos isolados podem não provocar acidentes, "mas todos ao mesmo tempo é a catástrofe". Como o autor afirmou "um acidente de avião nunca acontece por uma só causa".
Em gráficos que foram mostrados à plateia, José Rodrigues dos Santos explicou novamente alguns dos fatores que conduziram à crise, como a entrada da China, em 2001, na Organização Mundial do Comércio.

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