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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Vencedores do Prémio Literário Nortear

A obra 'Clementina’, de Lara Dopazo Ruibal, venceu a primeira edição do prémio literário Nortear, uma iniciativa promovida pela Consellería de Cultura, Educación Y Ordenación Universitaria (Espanha), a Direção Regional de Cultura do Norte e o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal, com o principal objetivo de incentivar a criatividade dos jovens escritores do Norte de Portugal e da Galiza.
À primeira edição deste Prémio Literário foram apresentados 60 trabalhos a concurso, de jovens residentes na Euroregião Norte de Portugal - Galiza, com idades compreendidas entre os 16 e os 36 anos.
O Júri do Prémio Literário Nortear para Jovens Escritores foi composto por valter hugo mãe, escritor, Carlos Lopes, diretor da editora “edita-me”, Ledicia Costas, escritora, e Carlos Arias, escritor, incluindo ainda um representante do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galiza-Norte de Portugal.
Para a distinção da obra ‘Clementina’, o Júri destacou a “beleza da história, através do uso marcadamente literário e pessoal da linguagem, do domínio seguro e original da técnica narrativa e do ritmo da obra, acompanhado de dimensão lírica”.
Para além do prémio Nortear, no valor de 2.000 euros, o Júri também decidiu conceder uma menção honrosa, pela sua qualidade, à obra ‘Coração cheio de nada', da autoria de João Maria Cardoso.
A cerimónia de entrega dos prémios vai decorrer brevemente, em data e local a anunciar.
Fonte: culturadeborla.blogs.sapo.pt

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa

Já são conhecidas as obras finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa, atribuído no âmbito do 17º Correntes d’Escritas, que vai decorrer, de 23 a 27 de fevereiro.
O Júri, constituído por Carlos Vaz Marques, Helena Vasconcelos, Isabel Pires de Lima, João Rios e José Manuel Fajardo, selecionou 13 finalistas de uma lista de 170 obras a concurso:
A Casa Azul, Cláudia Clemente, Planeta
A Desumanização, de Valter Hugo Mãe, Porto Editora
A Liberdade de Pátio, de Mário de Carvalho, Porto Editora
A Rainha Ginga, de José Eduardo Agualusa, Quetzal
As Leis da Fronteira, de Javier Cercas, Assírio & Alvim
Barba Ensopada De Sangue, de Daniel Galera, Quetzal
Cláudio e Constantino, de Luísa Costa Gomes, Dom Quixote
Da Família, de Valério Romão, Abysmo
Gente Melancolicamente Louca, de Teresa Veiga, Tinta da China
Hereges, de Leonardo Padura, Porto Editora
O Sonho Português, de Paulo Castilho, Dom Quixote
Os Memoráveis, de Lídia Jorge, Dom Quixote
Tudo são Histórias de Amor, de Dulce Maria Cardoso, Tinta da China 
O anúncio oficial do vencedor deste e dos outros Prémios será feito na Cerimónia de Abertura do Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, no Casino da Póvoa. O Prémio, no valor de 20 mil euros, será entregue na Sessão de Encerramento.
Mas, o certame inclui, ainda, outros prémios literários. Até 5 de fevereiro, professores e alunos do 4.º ano de escolaridade do Ensino Básico ainda poderão concorrer ao Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d' Escritas Porto Editora que, este ano, conta com novo apoio, desta feita, do Diário de Notícias que fará a sua divulgação e fará parte do Júri. Este concurso irá distinguir um conto inédito, em língua portuguesa, escrito e ilustrado por alunos do 4.º ano, num trabalho coletivo supervisionado pelo respetivo professor. Conheça os requisitos para a candidatura e a forma de enviar o conto no Regulamento disponível.
Para além deste, o Encontro irá atribuir o Prémio Literário Correntes d’Escritas Papelaria Locus ao melhor conto escrito por jovens e o Prémio Fundação Dr. Luís Rainha ao melhor romance, contos ou poesia sobre a Póvoa de Varzim. Ambos no valor de 1000 euros.
Acompanhe todas as novidades do 17º Correntes d’Escritas, aqui.
www.cm-pvarzim.pt

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

FÓLIO - Festival Internacional de Literatura de Óbidos


A vila de Óbidos realiza este ano de 15 a 26 de Outubro a primeira edição do Festival Internacional de Literatura – Fólio. Este festival terá como fio condutor a literatura nos países de expressão portuguesa.
Saiba mais em foliofestival.com

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Feira do Livro do Porto

A Feira do Livro do Porto, que pela primeira vez em mais de 80 anos é organizada diretamente pela autarquia, conta este ano com mais de 100 pavilhões de exposição e um forte programa cultura e de animação, sob o tema "Liberdade e Futuro".

Serão dez as mesas de debate que irão decorrer ao longo do certame, abordando temas como a nova literatura portuguesa, os livros proibidos, a literatura em censura e o futuro da literatura, entre outros. Um programa muito vasto, para todos os gostos, onde os temas serão aprofundados e discutidos por ícones da literatura portuguesa.

Além da venda de livros, assegurada por dezenas das habituais editoras e distribuidoras e, agora, também, por muitos livreiros e alfarrabistas, a Feira do Livro do Porto de 2014 contará com exposições, um festival de "Spoken Word" , performances musicais, um ciclo de cinema e muita animação, o que a transformam num dos maiores festivais literários jamais realizados em Portugal. 


Gonçalo M. Tavares, José Pacheco Pereira, Pedro Mexia, Rita Ferro, Richard Zenith, Helena Vasconcelos, Lídia Jorge, Gonçalo Cadilhe e Mário Cláudio são apenas alguns dos nomes já confirmados para o ciclo de debates que fará parte da programação da Feira do Livro do Porto, que este ano decorrerá nos Jardins do Palácio de Cristal, de 5 a 21 de setembro.



segunda-feira, 28 de julho de 2014

O romance inacabado de Saramago vai ser publicado em Outubro

"Repudiando a violência" como sempre fez na sua obra, Saramago escreveu nos últimos meses de vida Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas, escreve Pilar del Río no editorial da revista Blimunda. Essa obra que o escritor não chegou a terminar vai ser publicada pela Porto Editora em Outubro, anunciou a presidente da Fundação José Saramago na revista desta instituição.
O número 26 da revista Blimunda, que pode ser descarregado na internet gratuitamente, abre com o editorial Contra a Guerra em que Pilar del Río, mulher de José Saramago, explica que o inédito do autor português vai ser publicado simultaneamente em português, espanhol, catalão e italiano. "É um trabalho conjunto das várias editoras de Saramago na Europa e na América do Sul", disse Ricardo Viel, da Fundação José Saramago ao PÚBLICO. Cada uma destas edições terá, portanto, qualquer coisa de diferente e a edição da Porto Editora não será por isso igual às obras do Nobel da Literatura 1998 que esta editora publicou em Maio.
Apesar desta obra estar incompleta, José Saramago tinha a obra estruturada – “há umas notas com o argumento”, diz Ricardo Viel. “O pouco que temos é o núcleo, é algo de muito concreto”, conta, acrescentando que Saramago tinha até a última frase do livro. “São poucos capítulos, mas o tema fica claro, o texto tem unidade”, acrescenta Pilar del Río.
Não há mais nada escrito por Saramago – para além da correspondência pessoal – que ainda não tenha sido publicado. Este é, por isso o seu derradeiro romance. “Talvez conduzido pela urgência de não morrer sem dizer tudo, pôs-se a escrever, quando faltavam uns meses para a sua morte”, conta Pilar del Río na revista Blimunda. Para a tradutora, é um livro que, como Caím repudia “a violência que se exerce sobre pessoas e sociedades que não nasceram para ser vítimas mas sim donas das suas vidas”, escreve.
Neste livro a reflexão é especificamente sobre a guerra, como deixa perceber o título emprestado de versos de Auto de Exortação à Guerra, de Gil Vicente – “Alabardas, alabardas/ Espingardas, espingardas/ Nam queirais ser genoeses/ Senam muito portugueses/ e morar em casas pardas”. “No fundo, a reflexão sobre o poder e a violência são o mesmo eixo. E sobre ele gira a obra de José Saramago”, lê-se no editorial escrito por Pilar.
Sobre o enredo do livro, Pilar revela que um funcionário de uma fábrica de armas “descobrirá, pela força das circunstâncias, que a sua laboriosidade permite que uma engrenagem odiosa continue em movimento e a marcar os mapas e as dominações”.

Fonte: 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

23 ª Feira do Livro de Braga



A 23 ª edição da Feira do Livro de Braga será em novo local este ano, informou a InvestBraga. De acordo com as pretensões e desejos de expositores e visitantes, a Feira do Livro vai decorrer no centro da cidade, mais especificamente na Avenida Central, de 28 de junho a 13 de julho. A data da realização é outra novidade este ano.
Pretende-se com a edição de 2014, criar uma maior envolvência da cidade e dos visitantes, onde a designação «Festa do Livro» faça mais sentido.” www.investbraga.com

quarta-feira, 23 de abril de 2014

23 de abril - Dia Mundial do Livro

O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare. 
A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Uma carta às crianças para o Dia Internacional do Livro Infantil

Um apelo à leitura e ao uso da imaginação marca a mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil, que se assinala hoje (02 de abril), e que é divulgada em forma de carta para as crianças de todo o mundo.

 

A mensagem é assinada pela escritora irlandesa Siobhán Parkinson e divulgada pelo Conselho Internacional sobre Literatura para os Jovens (IBBY), para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil, a 02 de abril, coincidindo com o dia de aniversário do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

"Sem o escritor, a história nunca teria nascido, mas sem os milhares de leitores em todo o mundo, a história não viveria todas as vidas que pode viver", recorda Siobhán Parkinson.


A mensagem defende que "separadamente, mas também em conjunto, eles [os leitores] recriam a história do escritor com a sua própria imaginação: um ato ao mesmo tempo privado e público, individual e coletivo, íntimo e internacional".

"Isto deve ser aquilo que o ser humano faz melhor", resume.

Todos os anos, o IBBY convida um autor de um dos países membros para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil com uma mensagem que celebre a prazer da leitura e a importância da literatura para os mais novos.

"A imaginação do escritor trabalha e gira e molda ideias e sons e vozes e personagens e acontecimentos numa história, e a história é apenas feita de palavras, batalhões de rabiscos que marcham ao longo das páginas. E depois chega o leitor e os rabiscos ganham vida", escreveu Siobhán Parkinson.

Em Portugal, este a mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é acompanhada de um cartaz com uma ilustração de Ana Biscaia, que venceu em 2013 o Prémio Nacional de Ilustração.
Fonte: Lusa

quinta-feira, 6 de março de 2014

Prémio literário das Correntes d’Escritas para jovens

“Ganhei mil euros com as minhas palavras”

Luísa Morgado tem 17 anos e ganhou o prémio literário das Correntes d’Escritas para jovens. Jardins Vazios de Novembro foi o conto que lhe valeu mil euros, entregues pela Papelaria Locus, na Póvoa de Varzim.
"Trabalhei o Verão inteiro [num bar] e não ganhei tanto”, conta ao Life&Style a aluna do 12.º da Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Lisboa. “Por isso, mil euros parece imenso”, diz, desafiando os jovens como ela a contar histórias. “Concorram, participem. Escrever um conto de duas páginas pode dar a oportunidade de ganhar mil euros. É de tentar, não?”, sugere com assertividade. E acrescenta: “Ganhei mil euros com as minhas palavras e também uma viagem à Póvoa, com os meus pais e o meu irmão. Foi uma festa.”
A ideia para o conto foi buscá-la por observação de uma família do bairro onde vive e que a levou a questionar-se: “Pode uma pessoa ficar doente mental assim do nada?” Concluiu que seria possível e começou a imaginar motivos para alguém se desligar do mundo. “Como sei que essa pessoa tem um filho, tentei imaginar-me na pele dele. Não sei as causas reais do problema dela, mas construí o meu texto a partir daí”, explica. 
(…) “Cada baralho tem cinquenta e duas cartas. Quatro naipes – espadas, copas, paus e ouros – com treze cartas, três delas figuras”, explicava ele.
As cartas deslizavam entre os dedos ossudos, em movimentos complexos que Fernando fazia parecer mais simples do que eram. Procurava, constantemente, os olhos da sua mãe, garantindo que ela o ouvia, e continuava a explicação sobre como jogar às cartas.
Não procurava palavras. Já desistira das palavras desde a juventude e aceitara o silêncio de Teresa. Rendera-se ao silêncio vago, permanente – embora mantivesse a esperança de que fosse temporário – e doloroso. (…)
Luísa Morgado soube do concurso através do seu professor de Português, Luís Prista. “Ele motiva muito os alunos. Só da minha escola, por causa dele, concorreram 56 alunos.” Mais de metade do total de participantes, 95.
“O prémio existe há dez anos e foi uma proposta da própria Papelaria Locus, que desde a primeira edição organiza a feira do livro que acompanha as Correntes d’Escritas”, explica Manuela Ribeiro, da organização do encontro literário anual da Póvoa de Varzim e jurada deste concurso.
O valor do prémio, pago em dinheiro, é assegurado por aquele estabelecimento comercial. “Começou por ser de 500 euros, mas aumentou quando o prémio do Casino [para livros já publicados] passou de 15 mil para 20 mil euros. Os responsáveis pela papelaria quiseram também dar um maior estímulo aos leitores dos 15 aos 18 anos”, conta a funcionária do gabinete de projectos culturais da câmara.
A origem geográfica dos participantes vai variando, não se concentra na Póvoa, dispersa-se por todo o país e por países falantes de português. “Houve um ano em que o vencedor foi um jovem brasileiro. Nesta edição tivemos vários textos vindos do Brasil (de várias regiões) e um de Cabo Verde.” Noutros anos, Moçambique e Angola também estiveram representados. “Isto deve-se à divulgação através do Instituto Camões”, lembra. 

Ora contos, ora poemas 

Não há temas previamente estipulados para os textos concorrentes nem limite de páginas. “É um concurso livre, livre, livre”, diz Manuela Ribeiro. A única regra é a alternância entre contos e poemas. “Na próxima edição, será premiada a poesia.”
Por Rita Pimenta

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Revista lança concurso para jovens escritores

A revista literária "Granta" vai lançar, a 1 de fevereiro, o concurso internacional dos Melhores Escritores Jovens de Língua Portuguesa, que decorre até 31 de julho. Os escritores selecionados sairão no quinto número da "Granta", a publicar em maio de 2015.
Podem inscrever-se escritores com menos de 40 anos (à data da publicação) de todos os países de língua oficial portuguesa (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste). Os textos a concurso - conto ou excerto de romance - devem ter entre 10 mil e 50 mil carateres e deverão permanecer inéditos até maio de 2015. O júri, presidido pelo diretor da "Granta", é composto por cinco elementos e os textos selecionados serão publicados na edição especial da "Granta" intitulada "Os Melhores Jovens Escritores de Língua Portuguesa".
Segundo Carlos Vaz Marques, "o único critério de escolha do concurso é a qualidade literária. Este número especial vai sair em maio de 2015 e estamos a tentar que saia, em simultâneo, também em Inglês, com os textos dos autores escolhidos já traduzidos." O regulamento do concurso está disponível aqui
Publicada pelas Edições tinta-da-china, desde 2013, a edição portuguesa é considerada o caso de maior êxito entre as edições internacionais da "Granta". Com 1500 assinantes e quase 25 mil fãs no Facebook, a tiragem da revista literária foi de 8 mil no primeiro número e 6 mil no segundo (mas poderá ter que ser reimpresso).

O diretor avança, ainda, ao JN, que "vamos fazer uma nova campanha de assinaturas em abril, imediatamente antes do lançamento do número 3, cujo tema será "Casa"".
Fonte: JN

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Londres: Livro infantil luso entre os melhores de 2013

A revista britânica 'Time Out Londres' elegeu o livro infantil português 'Para onde vamos quando desaparecemos?', de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso, como uma das dez melhores obras para crianças de 2013.
 Publicado em 2011 pela editora Planeta Tangerina e traduzido em língua inglesa pela Tata Publishing com o nome 'Where do we go when we disappear?', o livro das autoras lusas é recomendado para pequenos leitores a partir dos cinco anos e foi agora selecionado pela Time Out Londres como um dos melhores livros para a infância deste ano. 
 Com mais perguntas do que respostas, o livro é descrito como indo ao encontro da "curiosidade natural das crianças", abordando os temas da ausência e da morte de uma forma discreta e subtil, com perguntas como para onde vai o sol quando desaparece no horizonte, a água das poças da chuva, a neve e "toda a gente quando a noite cai". 
 "Não trazendo respostas definitivas, abre as portas à imaginação e torna toda o tema um pouco mais leve (mesmo que por breves instantes) ", sustentam as autoras, na página oficial da editora.
Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso são duas das fundadoras da editora Planeta Tangerina, especializada em livros para crianças e jovens que podem ser lidos por todos e distinguida, em Abril, como a melhor editora europeia de livros para a infância. Foi ainda candidata ao prémio Astrid Lingdren Memorial 2014.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Não há feira, mas há escritores"



No passado sábado, dia 22 de junho, realizou-se no Porto, o primeiro dos dois encontros do movimento “Não há feira, mas há escritores”, um protesto em alternativa a não realização da feira do livro na cidade invicta.

A iniciativa contou com a presença de vários escritores e centenas de leitores, reunidos à volta dos livros expostos em local emblemático, sob a sombra das esplanadas que enchem de vida a Praça da Liberdade. Entre a aquisição de livros e autógrafos, houve discursos e foram distribuídos e afixados cartazes com textos de protesto assinados por vários autores.


O próximo encontro será no próximo sábado (29 de junho), pelas 17 horas. Vários escritores já confiram presença. Mais informações em queremos-a-feira.blogspot.pt.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ricardo Araújo Pereira ganha Grande Prémio da Crónica



O livro Novas Crónicas da Boca do Inferno valeu autor-actor o Grande Prémio da Crónica atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores em parceria com a Câmara Municipal de Sintra.
O prémio, no valor de cinco mil euros, foi atribuído “por unanimidade” por um júri constituído pelos escritores Alice Vieira e Manuel Jorge Marmelo e pelo professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa Manuel Frias Martins.

Os jurados viram em Novas Crónicas da Boca do Inferno “um conjunto de crónicas que revela um notável tratamento da língua portuguesa, o qual, associado a um humor inteligente e mordacidade crítica, assegura a qualidade e perenidade dos respectivos textos”, diz a acta justificativa do prémio.
O livro de Ricardo Araújo Pereira foi publicado, em Novembro de 2009, pela Tinta da China, e reúne crónicas semanais publicadas pelo autor-actor na revista Visão, entre 2007 e 2009 – o prémio da APE dizia respeito as obras lançadas em 2009 e 2010. Uma primeira edição de crónicas do autor, com o título Boca do Inferno, tinha já sido publicada pela mesma editora em 2007. Também na Tinta da China, o comediante editou uma selecção de guiões do seu programa radiofónico Mixórdia de Temáticas.
Ao Grande Prémio da Crónica da APE/CMS concorreram vinte e um títulos, tendo o júri seleccionado quatro que entraram na disputa final. Foram eles, para além do de Ricardo Araújo Pereira, As Vidas dos Outros, de Pedro Mexia, O Fiasco do Milénio, de Rui Tavares, e Sermões Impossíveis, de Fernanda Câncio, todos eles também com a chancela da Tinta da China.
O prémio vai ser entregue ao vencedor “em sessão pública a realizar oportunamente”, diz o comunicado da APE, que lembra terem já sido distinguidos, neste género, os escritores Maria Judite de Carvalho, Ilse Losa, Manuel Poppe, Álvaro Guerra, Mário Cláudio, Baptista-Bastos e José Cutileiro.
Ricardo Araújo Pereira (n. Lisboa, 1974) é principalmente conhecido como comediante. Mas - lembra a biografia apresentada pela agência Lusa - começou por ser jornalista, tendo iniciado a carreira no JL - Jornal de Letras, Artes & Ideias. Passou também, como colunista, pelo Expresso e Diário de Notícias, antes da revista Visão.
Entrou, depois, para as Produções Fictícias, como argumentista, tendo sido co-autor de vários programas de televisão e rádio, nomeadamente os apresentados pelo humorista Herman José (RTP e SIC).
Em 2003, Ricardo Araújo Pereira começa também a enfrentar as câmaras de televisão no programa Levanta-te e ri (SIC), altura em que se associou a José Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis. Nasce aqui o colectivo Gato Fedorento, que virá a participar em várias séries da SIC Radical e, mais tarde, na RTP.
Actualmente Ricardo Araújo Pereira escreve em vários jornais e revistas, participa em programas semanais de rádio, designadamente na TSF, e no Governo Sombra, da TVI, com Pedro Mexia e João Miguel Tavares.
Fonte: www.publico.pt