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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Eu Sou Deus


Eu Sou DeusPedro Chagas Freitas
Desconcertante, Pedro Chagas Freitas ensina-o, no seu estilo irreverente e único, a olhar para o mundo de um ângulo completamente diferente. Um ângulo que elimina, sem misericórdia, conceitos e percepções que você julgava intocáveis. "Eu Sou Deus" não é sobre fazer as coisas direitas - mas sim sobre ir ao encontro do seu direito. O direito a respirar, o direito a pensar, o direito a ser. O direito a viver. "Eu Sou Deus" não é sobre aquilo que você não pode fazer - mas sim sobre aquilo que você pode, e deve, fazer. Você pode sentir medo, pode sentir inveja. Você pode sentir aquilo que o mundo insiste em dizer-lhe para não sentir. Você pode ser o seu mundo. Por isso: porque não mudar o mundo? "Eu Sou Deus" não é um livro de auto-ajuda. Mas se você o ler pode auto-ajudar-se. Tenha cuidado.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Música para Água Ardente

Música para Água Ardente
Charles Bukowski

Música para Água Ardente (1983) é Bukowski puro e duro, sem complacências. Uma trintena de breves histórias, consistentemente mordazes, hilariantes e grotescas, nas quais reencontramos amiúde o infame alter ego Chinaski e a galeria de suspeitos do costume nos contos etílicos do autor: vidas encalhadas, inebriadas por frustrações incuráveis, homens em busca de redenção por tuta-e-meia e que apostam uma e outra vez em cavalos errados.

Relatos que destilam álcool e humanidade, os contos aqui reunidos são tónicos para a veia sórdida e obscura de todos nós e flashes da natureza solitária do homem, captados nitidamente por este destrutivo mensageiro pós-beat. Numa ronda aos tropeções por maus bairros, Bukowski, fiel a si mesmo, prossegue a crónica dos espoliados da sociedade americana, desta vez ao som da água quente que escorre dos radiadores nos míseros motéis de Los Angeles. 
http://agaragem2014.blogspot.pt

terça-feira, 31 de março de 2015

FIM

FIM
Fernanda Torres

O público brasileiro acostumou-se a ver Fernanda Torres no cinema, no teatro ou na televisão. Em filmes premiados, novelas ou séries globais, ela se firmou como uma das mais versáteis atrizes brasileiras, capaz de atuar num arco dramático que vai da comédia escrachada ao denso drama psicológico.
Em anos recentes, Fernanda começou a atuar na imprensa, em colunas no jornalFolha de S.Paulo, na Veja Rio e em colaborações para a revista piauí. Com Fim, seu primeiro romance, ela consolida sua transição para o universo das letras e mostra que nesse âmbito é uma artista tão completa quanto no palco ou diante das câmeras.
O livro focaliza a história de um grupo de cinco amigos cariocas. Eles rememoram as passagens marcantes de suas vidas: festas, casamentos, separações, manias, inibições, arrependimentos.
Álvaro vive sozinho, passa o tempo de médico em médico e não suporta a ex-mulher. Sílvio é um junkie que não larga os excessos de droga e sexo nem na velhice. Ribeiro é um rato de praia atlético que ganhou sobrevida sexual com o Viagra. Neto é o careta da turma, marido fiel até os últimos dias. E Ciro, o Don Juan invejado por todos - mas o primeiro a morrer, abatido por um câncer. 
São figuras muito diferentes, mas que partilham não apenas o fato de estar no extremo da vida, como também a limitação de horizontes. Sucesso na carreira, realização pessoal e serenidade estão fora de questão - ninguém parece ser capaz de colher, no fim das contas, mais do que um inventário de frustrações.
Ao redor deles pairam mulheres neuróticas, amargas, sedutoras, desencanadas, descartadas, conformadas. Paira também um padre em crise com a própria vocação e um séquito de tipos cariocas frutos da arguta capacidade de observação da autora.
Há graça, sexo, sol e praia nas páginas de Fim. Mas elas também são cheias de resignação e cobertas por uma tinta de melancolia. 
Humor sem superficialidade, lirismo sem cafonice, complexidade sem afetação, densidade sem chatice: de que mais precisa um romance para dizer a que veio?
Fonte: www.companhiadasletras.com.br

terça-feira, 26 de agosto de 2014

16 Obras de Nietzsche disponíveis em PDF

por Luís Garcia


Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu numa família luterana em 15 de outubro de 1844, filho de Karl Ludwig, seus dois avós eram pastores protestantes; o próprio Nietzsche pensou em seguir a carreira de pastor. Entretanto, Nietzsche rejeita a “fé” (religião/crença religiosa) durante sua adolescência, e os seus estudos de filosofia afastam-no da carreira teológica. Iniciou seus estudos no semestre de Inverno de 1864-1865 na Universidade de Bonn em Filologia clássica e Teologia evangélica. Em Bonn, participou da Burschenschaft Frankonia, a qual acabou abandonando em razão de atrapalhar seus estudos. Por diferentes motivos transfere-se depois para Universidade de Leipzig, mas isso se deve, acima de tudo, à transferência do Prof. Friedrich Wilhelm Ritschl (figura paterna para Nietzsche) para essa Universidade. Durante os seus estudos na universidade de Leipzig, a leitura de Schopenhauer (O Mundo como Vontade e Representação, 1820) vai constituir as premissas da sua vocação filosófica. Aluno brilhante, dotado de sólida formação clássica, Nietzsche é nomeado aos 24 anos professor de Filologia na universidade de Basileia. Adota então a nacionalidade suíça. Desenvolve durante dez anos a sua acuidade filosófica no contacto com o pensamento grego antigo – com predileção para os Pré-socráticos, em especial para Heráclito e Empédocles. Durante os seus anos de ensino, torna-se amigo de Jacob Burckhardt e Richard Wagner. Em 1870, compromete-se como voluntário (médico[2]) na guerra franco-prussiana. A experiência da violência e o sofrimento chocam-no profundamente. (Wikipédia) 


Certifique-se antes que as obras não se encontram disponíveis na sua livraria ou alfarrabista de costume. Dê preferência ao comércio tradicional da sua cidade. Não faça download ou cópias de obras não autorizadas. 

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A Casa Redonda

A Casa Redonda
Louise Erdrich

A Casa Redonda é um romance brilhante, uma obra-prima da ficção literária. Vencedor do National Book Award de 2012 e eleito um dos melhores romances do ano por diversas publicações, este livro fala de sentimentos poderosos e lança nova luz sobre a maneira como a maturidade pode alterar a relação entre pais e filhos.
Erdrich aborda o amor, o ressentimento, a necessidade e as obrigações que unem as famílias. A autora abarca neste livro o trágico, o cómico, um mundo espiritual bem presente nas vidas das suas personagens tão humanas, e uma história sobre um caso de injustiça que, infelizmente, é um reflexo do que acontece hoje no nosso mundo.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Vozes do pensamento

Vozes do pensamento
Isabel Rosete

“Vozes do Pensamento”, a primeira obra individual que Isabel Rosete publicada em Portugal, exterioriza precisamente – e como o próprio título indica – as vozes que há muito ecoam dentro do seu pensamento que viaja, por vezes, hiperbolicamente, por todos os lugares, nessa eterna busca pela Verdade e pela Sabedoria, pelas essências das coisas-mesmas que, amiúde, se nos ocultam. Talvez esteja a fazer Filosofia através da Poesia, como sugerem alguns dos seus leitores.

Trata-se de um desabafo da sua alma e do seu corpo sobre si mesma e sobre o Mundo, tal como ele é e se lhe apresenta em todas as suas dimensões, o qual corresponde, quiçá, a muitos outros desabafos da generalidade dos seres humanos.

É um livro intimista e altruísta, onde os actos ignóbeis dos homens são condenados, dos pontos de vista ético, social e político, e os seus nobre feitos celebrados.

Editora Ecopy / Génerio: Poesia

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Comboio Nocturno para Lisboa



Comboio Nocturno para Lisboa
de Pascal Mercier 

Sinopse

Fenómeno editorial na Europa, Comboio Nocturno para Lisboa vendeu dois milhões e meio de exemplares desde que foi publicado em 2004 na Alemanha, onde ficou três anos na tabela dos livros mais vendidos. O sucesso transformou até o título do livro escrito por Pascal Mercier - pseudónimo literário do filósofo Peter Bieri -, numa expressão idiomática, usada para referir alguém que pretende mudar de vida. São, de resto, muitos os estrangeiros que, nos últimos anos, se deslocam até Lisboa em demanda de Amadeu do Prado.

Mas tudo começa numa manhã chuvosa. Uma mulher prepara-se para saltar de uma ponte de Berna. Raimund Gregorius, um banal professor de grego e latim de 57 anos, evita o acto desesperado e fica surpreendido com o som de uma palavra. Português, responde ela, ao ser questionada sobre a língua que fala.

Antes de desaparecer da história ainda tem tempo de escrever um número de telefone na testa deste míope professor que descobre, por acaso, um livro de um autor português, Amadeu Inácio de Almeida Prado, intitulado Um Ourives das Palavras. Sem conseguir explicar porquê, entra num comboio para Lisboa atrás deste médico que morreu 30 anos antes, em 1975, pouco depois da Revolução, numa descoberta do outro que acaba por ser uma descoberta de si próprio.

Amado pelos pobres que atendia de graça no seu consultório, Amadeu passa a ser rejeitado pelo povo no dia em que aceita tratar o "Carniceiro de Lisboa", assim conhecido por ser chefe da polícia política. Integrará posteriormente a resistência contra o regime de Salazar.

Porquê Portugal? Porquê a ditadura de Salazar? Estas são as perguntas mais feitas a um autor que admira Pessoa, "esse gigante da literatura", há mais de 20 anos, e escreve um livro do desassossego com a escrita de Prado a assemelhar-se aos textos do poeta português. Pela sua cultura, pela sua atitude de outros tempos, Raimund precisava de um ambiente de século XIX e Lisboa é a grande cidade europeia que mais se aproxima pelo seu aspecto, pela sua topografia, afirma Pascal Mercier, para quem a principal razão para escolher Lisboa e Portugal prende-se com o pai de Prado, um juiz em funções durante uma ditadura, mas que não trabalharia sob as ordens de Mussolini, Hitler ou Franco. "Salazar era diferente. Era um intelectual brilhante, era muito inteligente, culto, de uma brutalidade mais subtil que poderia seduzir pessoas como o juiz Prado e só nas ditaduras se dão as condições necessárias para tratar os problemas morais no contexto político."

O Comboio Nocturno para Lisboa é o terceiro romance de Pascal Mercier. Está traduzido em 15 idiomas.

Críticas de imprensa

 «Altamente filosófico e metafórico, é extraordinário o tom suave, simples, e ao mesmo tempo emotivo, que o autor descobre. Um ritmo muito próprio que obriga a reflectir e a ler devagar. Uma perícia subtil que o tornam um "ourives das palavras". Lê-se como uma cebola, com o mistério de várias peles que se descascam devagar e por vezes fazem arder os olhos.»
Mónica Maia

"Um escritor excepcional”
Die Welt

"Uma aventura cativante”
Der Spiegel

"Este livro é um verdadeiro best seller”
Handelsblatt

"Pascal Mercier cria Amadeu do Prado para se tornar uma lenda, um herói literário cujo único objectivo é retratar o mesmo autor. É assim que consegue equipará-lo a Fernando Pessoa”
Nouvel Observateur

"Um relato impressionante e minucioso da busca de Gregorius, alguém em demanda da essência da alma mais do que de uma identidade. Um livro belo sobre a vida interior mas também de iniciação ao mundo e à História."
Le Monde

"Um romance de ideias que se lê como um thriller”
The Telegraph

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Os Cães de Tessalónica

Os Cães de Tessalónica
Kjell Askildsen
 

«Relações familiares ásperas, por vezes cruéis. Maridos e mulheres que não têm nada para dizer uns aos outros, sofrendo juntos todos os domingos. Fiordes, cenários bucólicos. Álcool, cigarros e fantasmas interiores. Estes são os elementos das histórias de Askildsen, impregnadas de silêncios, desassossegos, mentiras, frustrações.
Uma atmosfera de melancolia percorre as narrativas de Os Cães de Tessalónica, e de certa maneira reconhecemos nos pequenos dramas íntimos das personagens os dramas da nossa própria condição. Lúcido e implacável, poucos escritores como Askildsen conseguem em tão poucas palavras penetrar nas profundidades do abismo humano.»

Crítica: 

“(…) alguns livros deviam vir com recomendações de segurança, e Os Cães de Tessalónica é um desses casos que pode representar perigos vários para os leitores. Em particular aos que já tenham pensado em divórcio mais do que uma vez, que estejam à beira da ruptura com algum irmão ou que apresentem sintomas gerais de falência de fé no sistema familiar.
(...) A terminar num sádico “Lugar Maravilhoso” (o nome do último conto), a matilha encosta-nos a uma parede e avança uniforme com os dentes arreganhados. E não vale a pena gritar. A rua está deserta."   
Catarina Homem Marques (http://timeout.sapo.pt)

sexta-feira, 29 de março de 2013

Caderno de Mentiras



Caderno de Mentiras
Autor: Manuel Alberto Vieira

Neste Caderno de Mentiras estão compilados alguns contos de uma originalidade bastante singular e nos quais, jogando sempre na fronteira da verosimilhança, se explora e se revela um estilo penetrante, contundente e mordaz, bastante próximo de um estilo típico de alguns autores de leste, e que insere a obra na genuína matriz europeia.
         

«O despertador toca. Impulsionado por um arrepio quente, começa a contar os segundos, de forma decrescente — parecia-lhe lógico que assim fosse. Durante todo aquele tempo que passara no quarto, especializara-se na contagem dos segundos — seria uma competência essencial ao seu plano.
                Na sua mente não há espaço para mais nada, apenas ressoa um tiquetaque preciso. Algures num número, morreria, e queria morrer com uma consciência estritamente numérica.»
 

O Velho do Rio Sem Nome



O Velho do Rio Sem Nome
Autor: Vítor Burity da Silva


SINOPSE
«Ao longe uma silhueta descontraída, vestida de tarde, um homem subia a ladeira na calma amarelada do dia que suportava uma beleza silenciosa. Um velho com os seus noventa e um anos (a idade não serve só para envelhecer), magro, de mãos enrugadas, vestido de negro, rosto cansado pelos tantos anos já vividos sobre aquela face que, tantas tardes, como aquela já viu e viveu. Sobe com a energia possível, carregado de umas folhas verdes que apanhara nas margens do rio Kuanza, chega ao cimo transpirado. Não o percebo nem o entendo, mas confio no saber dos anos. A este, dei do meu comer, e dele a inspiração para este título: O Velho do Rio Sem Nome»