O Rastro do Jaguar
Murilo Carvalho
Murilo Carvalho
PRÉMIO LEYA 2008
Sinopse
Estamos no virar do século XIX em Congonhas do Campo.
Pereira, um antigo jornalista de origem portuguesa, revisita as suas memórias,
que percorrem todo o conturbado período da segunda metade do século. Através do
relato da sua viagem, Pereira, que deixara Paris com o seu grande amigo e
companheiro Pierre, leva-nos a conhecer o Brasil em guerra com o vizinho
Paraguai, no período mais decisivo da sua história. Uma guerra sangrenta que o
Brasil trava ao lado da Argentina e do Uruguai e que, para Pereira e Pierre,
será o momento decisivo das suas vidas. É também a guerra pelo espaço vital das
populações índias que, humilhadas pela acomodação forçada às regras e vivências
dos colonos, tentam recuperar a sua Terra Mítica onde o Mal não existe. É ainda
a guerra travada por Pierre para se definir a si mesmo: índio, como o seu povo,
ou europeu, tal como foi criado? Levado em criança por Auguste de Saint’
Hillaire do Brasil para França, descobre, já adulto, nas feições de dois índios
presos, a chave para as suas raízes nunca explicadas. Raízes que vai encontrar
nesse cruzamento do Rio da Prata onde brasileiros e paraguaios morrem aos
milhares e os índios guarani lutam por uma terra onde possam de novo viver
livres e em paz. Da França à Argentina, do Brasil ao Paraguai, do sertão
nordestino aos planaltos do Sul do Brasil, Pereira relata-nos de uma forma
empolgante e quase cinematográfica as grandes transformações que definiram a
América do Sul. Pelo caminho, encontra o amor perfeito e Pierre a pátria a que
junto dos seus pode chamar sua.
Baseado em factos verídicos e personagens reais,
"O Rastro do Jaguar" é um fresco dos intensos choques culturais e sociais
que marcaram o século XIX e a relação dos europeus com as suas antigas colónias
agora independentes.
«Obra de fôlego, que refigura uma vasta
erudição, O Rastro do Jaguar combina narrativa histórica e arte
poética, elaboração wagneriana e aura profética, de forma a prender o interesse
da leitura por uma saga onde se conjugam a busca individual de raízes e o
destino ameríndio, e que atravessa a França, Portugal, Brasil, Paraguai e
Argentina, até ao final aberto sobre a demanda milenarista da Terra Sem Males.»
Manuel Alegre (Presidente do Júri do Prémio Leya
2008)

Sem comentários:
Enviar um comentário