quarta-feira, 19 de junho de 2013
Manifesto pela Feira do Livro do Porto
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Imprensa
terça-feira, 18 de junho de 2013
in "Vozes do Pensamento”
Das gentes dissimuladas,
Que lançam indignos rumores.
Não me intimido
Com os olhares corrosivos,
Pela inveja despertados.
Não me atormento
Com os pensamentos perversos,
Das mentes des-ocupadas.
Não me movo
Pelas ideologias alucinadas,
Dos que tiranizam o poder.
Não me desloco
Pelos caminhos empoeirados,
Dos pensamentos dogmáticos.
Não me transfiro
Para os domínios da vã glória,
Dos que apregoam a salvação impossível."
Isabel Rosete in "Vozes do Pensamento”
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Poema/Poesia
Vozes do pensamento
Vozes do pensamento
Isabel Rosete
“Vozes do Pensamento”, a primeira obra individual que Isabel Rosete publicada em Portugal, exterioriza precisamente – e como o próprio título indica – as vozes que há muito ecoam dentro do seu pensamento que viaja, por vezes, hiperbolicamente, por todos os lugares, nessa eterna busca pela Verdade e pela Sabedoria, pelas essências das coisas-mesmas que, amiúde, se nos ocultam. Talvez esteja a fazer Filosofia através da Poesia, como sugerem alguns dos seus leitores.
Trata-se de um desabafo da sua alma e do seu corpo sobre si mesma e sobre o Mundo, tal como ele é e se lhe apresenta em todas as suas dimensões, o qual corresponde, quiçá, a muitos outros desabafos da generalidade dos seres humanos.
É um livro intimista e altruísta, onde os actos ignóbeis dos homens são condenados, dos pontos de vista ético, social e político, e os seus nobre feitos celebrados.
Isabel Rosete
“Vozes do Pensamento”, a primeira obra individual que Isabel Rosete publicada em Portugal, exterioriza precisamente – e como o próprio título indica – as vozes que há muito ecoam dentro do seu pensamento que viaja, por vezes, hiperbolicamente, por todos os lugares, nessa eterna busca pela Verdade e pela Sabedoria, pelas essências das coisas-mesmas que, amiúde, se nos ocultam. Talvez esteja a fazer Filosofia através da Poesia, como sugerem alguns dos seus leitores.
Trata-se de um desabafo da sua alma e do seu corpo sobre si mesma e sobre o Mundo, tal como ele é e se lhe apresenta em todas as suas dimensões, o qual corresponde, quiçá, a muitos outros desabafos da generalidade dos seres humanos.
É um livro intimista e altruísta, onde os actos ignóbeis dos homens são condenados, dos pontos de vista ético, social e político, e os seus nobre feitos celebrados.
Editora Ecopy / Génerio: Poesia
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Livros Recomendados
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Ricardo Araújo Pereira ganha Grande Prémio da Crónica
O livro Novas Crónicas da Boca do Inferno
valeu autor-actor o Grande Prémio da Crónica atribuído pela Associação
Portuguesa de Escritores em parceria com a Câmara Municipal de Sintra.
O prémio, no valor de
cinco mil euros, foi atribuído “por unanimidade” por um júri constituído pelos
escritores Alice Vieira e Manuel Jorge Marmelo e pelo professor da Faculdade de
Letras da Universidade de Lisboa Manuel Frias Martins.
Os jurados viram em Novas Crónicas da Boca do
Inferno “um conjunto de crónicas que revela um notável tratamento da
língua portuguesa, o qual, associado a um humor inteligente e mordacidade
crítica, assegura a qualidade e perenidade dos respectivos textos”, diz a acta
justificativa do prémio.
O livro de Ricardo Araújo Pereira foi publicado,
em Novembro de 2009, pela Tinta da China, e reúne crónicas semanais publicadas
pelo autor-actor na revista Visão, entre 2007 e 2009 – o prémio da APE
dizia respeito as obras lançadas em 2009 e 2010. Uma primeira edição de
crónicas do autor, com o título Boca do Inferno, tinha já
sido publicada pela mesma editora em 2007. Também na Tinta da China, o
comediante editou uma selecção de guiões do seu programa radiofónico Mixórdia
de Temáticas.
Ao Grande Prémio da Crónica da APE/CMS
concorreram vinte e um títulos, tendo o júri seleccionado quatro que entraram
na disputa final. Foram eles, para além do de Ricardo Araújo Pereira, As
Vidas dos Outros, de Pedro Mexia, O Fiasco do Milénio, de Rui
Tavares, e Sermões Impossíveis, de Fernanda Câncio, todos eles também
com a chancela da Tinta da China.
O prémio vai ser entregue ao vencedor “em sessão
pública a realizar oportunamente”, diz o comunicado da APE, que lembra terem já
sido distinguidos, neste género, os escritores Maria Judite de Carvalho, Ilse
Losa, Manuel Poppe, Álvaro Guerra, Mário Cláudio, Baptista-Bastos e José
Cutileiro.
Ricardo Araújo Pereira (n. Lisboa, 1974) é
principalmente conhecido como comediante. Mas - lembra a biografia apresentada
pela agência Lusa - começou por ser jornalista, tendo iniciado a carreira
no JL - Jornal de Letras, Artes & Ideias. Passou também, como
colunista, pelo Expresso e Diário de Notícias, antes da
revista Visão.
Entrou, depois, para as Produções Fictícias, como
argumentista, tendo sido co-autor de vários programas de televisão e rádio,
nomeadamente os apresentados pelo humorista Herman José (RTP e SIC).
Em 2003, Ricardo Araújo Pereira começa também a
enfrentar as câmaras de televisão no programa Levanta-te e ri (SIC),
altura em que se associou a José Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis.
Nasce aqui o colectivo Gato Fedorento, que virá a participar em várias séries
da SIC Radical e, mais tarde, na RTP.
Actualmente Ricardo Araújo Pereira escreve em
vários jornais e revistas, participa em programas semanais de rádio,
designadamente na TSF, e no Governo Sombra, da TVI, com Pedro Mexia e
João Miguel Tavares.
Fonte: www.publico.pt
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Imprensa
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Comboio Nocturno para Lisboa
Comboio Nocturno para Lisboa
de Pascal Mercier
Sinopse
Fenómeno editorial na Europa, Comboio Nocturno para
Lisboa vendeu dois milhões e meio de exemplares desde que foi publicado em 2004
na Alemanha, onde ficou três anos na tabela dos livros mais vendidos. O sucesso
transformou até o título do livro escrito por Pascal Mercier - pseudónimo
literário do filósofo Peter Bieri -, numa expressão idiomática, usada para
referir alguém que pretende mudar de vida. São, de resto, muitos os
estrangeiros que, nos últimos anos, se deslocam até Lisboa em demanda de Amadeu
do Prado.
Mas tudo começa numa manhã chuvosa. Uma mulher
prepara-se para saltar de uma ponte de Berna. Raimund Gregorius, um banal
professor de grego e latim de 57 anos, evita o acto desesperado e fica
surpreendido com o som de uma palavra. Português, responde ela, ao ser
questionada sobre a língua que fala.
Antes de desaparecer da história ainda tem tempo de
escrever um número de telefone na testa deste míope professor que descobre, por
acaso, um livro de um autor português, Amadeu Inácio de Almeida Prado, intitulado
Um Ourives das Palavras. Sem conseguir explicar porquê, entra num comboio para
Lisboa atrás deste médico que morreu 30 anos antes, em 1975, pouco depois da
Revolução, numa descoberta do outro que acaba por ser uma descoberta de si
próprio.
Amado pelos pobres que atendia de graça no seu
consultório, Amadeu passa a ser rejeitado pelo povo no dia em que aceita tratar
o "Carniceiro de Lisboa", assim conhecido por ser chefe da polícia
política. Integrará posteriormente a resistência contra o regime de Salazar.
Porquê Portugal? Porquê a ditadura de Salazar? Estas
são as perguntas mais feitas a um autor que admira Pessoa, "esse gigante
da literatura", há mais de 20 anos, e escreve um livro do desassossego com
a escrita de Prado a assemelhar-se aos textos do poeta português. Pela sua
cultura, pela sua atitude de outros tempos, Raimund precisava de um ambiente de
século XIX e Lisboa é a grande cidade europeia que mais se aproxima pelo seu
aspecto, pela sua topografia, afirma Pascal Mercier, para quem a principal
razão para escolher Lisboa e Portugal prende-se com o pai de Prado, um juiz em
funções durante uma ditadura, mas que não trabalharia sob as ordens de
Mussolini, Hitler ou Franco. "Salazar era diferente. Era um intelectual
brilhante, era muito inteligente, culto, de uma brutalidade mais subtil que
poderia seduzir pessoas como o juiz Prado e só nas ditaduras se dão as
condições necessárias para tratar os problemas morais no contexto
político."
O Comboio Nocturno para Lisboa é o terceiro romance
de Pascal Mercier. Está traduzido em 15 idiomas.
Críticas de imprensa
«Altamente filosófico e metafórico, é extraordinário
o tom suave, simples, e ao mesmo tempo emotivo, que o autor descobre. Um ritmo
muito próprio que obriga a reflectir e a ler devagar. Uma perícia subtil que o
tornam um "ourives das palavras". Lê-se como uma cebola, com o
mistério de várias peles que se descascam devagar e por vezes fazem arder os
olhos.»
Mónica Maia
"Um escritor excepcional”
Die Welt
"Uma aventura cativante”
Der Spiegel
"Este livro é um verdadeiro best seller”
Handelsblatt
"Pascal Mercier cria Amadeu do Prado para se
tornar uma lenda, um herói literário cujo único objectivo é retratar o mesmo
autor. É assim que consegue equipará-lo a Fernando Pessoa”
Nouvel Observateur
"Um relato impressionante e minucioso da busca
de Gregorius, alguém em demanda da essência da alma mais do que de uma
identidade. Um livro belo sobre a vida interior mas também de iniciação ao
mundo e à História."
Le Monde
"Um romance de ideias que se lê como um
thriller”
The Telegraph
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Livros Recomendados
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Os Cães de Tessalónica
Os Cães de Tessalónica
Kjell Askildsen
Kjell Askildsen
«Relações familiares ásperas, por vezes cruéis. Maridos e mulheres que não têm nada para dizer uns aos outros, sofrendo juntos todos os domingos. Fiordes, cenários bucólicos. Álcool, cigarros e fantasmas interiores. Estes são os elementos das histórias de Askildsen, impregnadas de silêncios, desassossegos, mentiras, frustrações.
Uma atmosfera de melancolia percorre as narrativas de Os Cães de Tessalónica, e de certa maneira reconhecemos nos pequenos dramas íntimos das personagens os dramas da nossa própria condição. Lúcido e implacável, poucos escritores como Askildsen conseguem em tão poucas palavras penetrar nas profundidades do abismo humano.»
Uma atmosfera de melancolia percorre as narrativas de Os Cães de Tessalónica, e de certa maneira reconhecemos nos pequenos dramas íntimos das personagens os dramas da nossa própria condição. Lúcido e implacável, poucos escritores como Askildsen conseguem em tão poucas palavras penetrar nas profundidades do abismo humano.»
Crítica:
“(…) alguns livros deviam vir com recomendações de segurança, e Os Cães de Tessalónica é um desses casos que pode representar perigos vários para os leitores. Em particular aos que já tenham pensado em divórcio mais do que uma vez, que estejam à beira da ruptura com algum irmão ou que apresentem sintomas gerais de falência de fé no sistema familiar.
(...) A terminar num sádico “Lugar Maravilhoso” (o nome do último conto), a matilha encosta-nos a uma parede e avança uniforme com os dentes arreganhados. E não vale a pena gritar. A rua está deserta."
Catarina Homem Marques (http://timeout.sapo.pt)
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
Clarice Lispector finalista do Prémio de Melhor Livro Traduzido nos EUA
A primeira tradução para inglês de ‘Um sopro de vida’ (‘A Breath of Life’), o último romance de Clarice Lispector, por Johnny Lorenz, é finalista do Prémio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos, na categoria Ficção.
O anúncio dos 10 finalistas,
escolhidos entre os 25 nomeados, foi feito hoje pelo centro de investigação
literária que criou o galardão, o Three Percent, da Universidade de Rochester,
no Estado norte-americano de Nova Iorque.
Entre os 25 nomeados estava o
romance ‘A Máquina de Joseph Walser’, de Gonçalo M. Tavares, que não ficou
entre os finalistas.
Actualmente, está patente, na
Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a exposição ‘A hora da estrela’, sobre
a obra da escritora brasileira falecida em 1977, aos 57 anos.
O Prémio de Melhor Livro Traduzido
nos Estados Unidos é atribuído anualmente ao melhor livro traduzido para
inglês, publicado no mercado norte-americano, tendo em conta a qualidade da
obra e da tradução.
A organização destaca que o galardão
é “uma oportunidade para honrar e distinguir tradutores, editores e outros
agentes literários que ajudam a disponibilizar literatura de outras culturas
aos leitores americanos”.
A cerimónia de entrega dos prémios
vai decorrer em Nova Iorque, no dia 4 de Junho.
O autor e o tradutor das obras
distinguidas nas categorias de Ficção e Poesia receberão um prémio monetário de
cinco mil dólares (cerca de 3.800 euros) cada, atribuído pela Amazon.
O júri do prémio é constituído pela
editora Monica Carter, o tradutor e crítico Tess Doering Lewis, Scott Esposito,
do Center for the Art of Translation, Susan Harris, de Words Without Borders, o
tradutor Bill Martin, Bill Marx, da Arts Fuse, Michael Orthofer, da Complete
Review, Stephen Sparks, da Green Apple Books, e Jenn Witte, da Skylight Books.
Clarice Lispector decidiu ser
escritora em 1933, contava 13 anos. Em 1942, saiu a sua primeira obra, ‘Perto
do coração selvagem’. Escreveu cerca de 20 títulos, entre os quais ‘A paixão
segundo G.H’, obra que inspira um núcleo da exposição na Gulbenkian, ‘A vida
íntima de Laura’, ‘A mulher que matou os peixes’, ‘Laços de família’ e ‘A maçã
no escuro’.
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‘Um sopro de vida’, o último romance
de Clarice Lispector, foi editado nos Estados Unidos em 2012 pela New
Directions. Encontra-se publicado em Portugal com o título ‘Um Sopro de Vida
(Pulsações)’, com a chancela da Relógio d'Água.
O argentino Sergio Chejfec, os
franceses Eric Chevillard e Edouard Levé, o iraniano Mahmoud Dowlatabadi, o
húngaro László Krasznahorkai, o russo Mikhail Shishkin, o autor somali de
língua francesa Abdourahman A. Waberi, o suíço, de língua alemã, Urs Widmer, e
a escritora alemã de origem romena Herta Müller, Nobel da Literatura em 2009,
são os autores das restantes obras finalistas do Prémio de Melhor Livro
Traduzido nos Estados Unidos.
Fonte: www.noticiasaominuto.com
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